ENTRE DOIS MUNDOS – Luís M. Cunha

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Disponibilidade: Em estoque

21,50

Páginas: 596
Língua: Português
ISBN 9791220157582

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Entre Dois Mundos é um romance que nasce do cruzamento entre o real e o imaginado — no qual a sombra do crime se confunde com os labirintos da consciência.
Nesta narrativa policial intensa, mergulha-se no submundo da investigação criminal, na qual se revelam as fissuras da justiça e os alicerces corrompidos de instituições outrora inabaláveis.
No centro da ação está Francisco Bento, inspetor da Polícia de Investigação ao Crime Organizado (PICO), cuja missão de alto risco o conduz aos limites do poder, da verdade e da própria alma.
Tecido com fios de tensão, personagens densas e contraditórias, Entre Dois Mundos é mais do que um thriller — é um retrato inquietante da realidade portuguesa contemporânea, em que cada página reflete o desconcerto do nosso tempo e cada dilema ecoa uma pergunta que talvez não tenha resposta.

Luís M. Cunha é natural de Pedrógão Grande, Portugal.
Licenciado em História, com Minor em História Contemporânea, exerce atualmente funções como Administrador Escolar, dedicando grande parte do seu percurso à valorização da memória coletiva e das identidades locais.
Entre Dois Mundos é o seu quinto livro. As quatro obras anteriores trilharam o caminho da investigação histórica — área que moldou o seu olhar atento sobre o passado e o presente. Entre elas, destacam-se Os Heróis da Nossa Terra, que homenageia os militares dos concelhos de Pedrógão Grande e Castanheira de Pera que participaram na I Guerra Mundial; 366 Dias de História, um compêndio cronológico de acontecimentos marcantes desde o ano 68 a.C. até 2011 e O Roteiro Religioso do Concelho de Pedrógão Grande, que documenta a história das 33 igrejas e capelas do concelho.
Escreve regularmente para jornais regionais e revistas temáticas como a ALDRABA e colabora, há quase uma década, de forma mensal, com o jornal O Ribeira de Pera. Tem ainda participado em antologias literárias de várias editoras, entre as quais Liberdade, Cartas de Amor e Porto – Nome de Autor, publicadas pela Chiado Books.
Para além disso, mantêm uma página pública nas redes sociais, na qual partilha, quase diariamente, textos de opinião, ficções breves e reflexões reunidas em rubricas que conquistam, dia após dia, leitores fiéis — que me leem, questionam e acompanham.
Paralelamente, desempenha um papel ativo na vida associativa da sua terra, promovendo o envelhecimento ativo e o diálogo entre gerações, nomeadamente através da criação da Academia Sénior Vida Por Vida, fundada durante o seu mandato como diretor da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande.

1 avaliação de ENTRE DOIS MUNDOS – Luís M. Cunha

  1. 5 out of 5

    Mariana Marques

    Entre Dois Mundos distingue-se pela forma subtil e envolvente como entrelaça o suspense de uma investigação criminal com uma reflexão profunda sobre a natureza humana, os labirintos do poder, as fragilidades da justiça e os dilemas morais que atravessam o nosso tempo. Mais do que seguir o rasto de um crime, o leitor é conduzido por uma viagem aos territórios mais obscuros da consciência, onde as certezas vacilam e as convicções são constantemente postas à prova. Francisco Bento não surge apenas como um investigador determinado a desvendar a verdade; é, acima de tudo, um homem em permanente confronto consigo próprio, perseguindo respostas num mundo onde nem sempre a verdade coincide com a justiça e onde cada descoberta revela novas inquietações.
    Tal como acontece nos seus trabalhos dedicados à memória e ao património, também aqui se sente uma atenção rigorosa ao contexto, aos ambientes, às circunstâncias e às forças invisíveis que moldam os comportamentos humanos. Cada cenário parece transportar consigo uma história própria, cada personagem surge como herdeira de um tempo e de uma sociedade em transformação. Dessa conjugação entre observação histórica e criação literária nasce um retrato simultaneamente lúcido e inquietante da realidade portuguesa contemporânea, onde as fronteiras entre o bem e o mal, entre a verdade e a mentira, se esbatem sob o peso das conveniências, dos interesses e das ambiguidades da condição humana.
    Do ponto de vista literário, Entre Dois Mundos transcende claramente os limites do romance policial tradicional. A intriga criminal constitui apenas a corrente visível de um rio mais profundo, que transporta o leitor para uma reflexão sobre os valores que sustentam a vida em sociedade, sobre a fragilidade das instituições e sobre os conflitos íntimos que habitam cada ser humano. O próprio título encerra uma poderosa dimensão simbólica, evocando não apenas a travessia entre diferentes realidades, mas também a eterna tensão entre luz e sombra, consciência e dever, esperança e desencanto, idealismo e pragmatismo. É nesse espaço de fronteira, nesse território indefinido entre certezas e dúvidas, que a narrativa encontra a sua maior força.
    Em síntese, Entre Dois Mundos afirma-se como uma obra de rara densidade humana, onde o suspense serve de veículo para uma reflexão mais ampla sobre o homem e o seu tempo. Com uma escrita envolvente e uma narrativa marcada pela observação crítica da sociedade, Luís M. Cunha demonstra que é possível conciliar o ritmo de um thriller com a profundidade de uma obra de reflexão. Sem renunciar ao olhar atento que sempre dedicou à História, o autor constrói aqui uma ficção madura e inquietante, capaz de interpelar o leitor muito para além da última página.

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