Antes do ouro, do café e da cana, o Brasil nasceu da madeira.
Foi do vermelho vivo do pau-brasil que surgiram as primeiras riquezas, os primeiros conflitos e o próprio nome deste país.
Em A Saga da Madeira – Pau-Brasil, realidade e imaginação se entrelaçam: Ruben, o holandês curioso enviado pela Coroa Portuguesa no século XVI, torna-se símbolo do olhar estrangeiro, ora de admiração, ora de cobiça, sobre as nossas florestas.
Ao lado de sua narrativa ficcional, o autor conduz o leitor a uma profunda análise histórica do processo extrativista, das relações coloniais e da lenta devastação da Mata Atlântica.
Da chegada de Cabral às matas do sul da Bahia, das caravelas às serrarias coloniais, a obra revela como o ciclo do pau-brasil moldou a nossa economia, devastou florestas e deixou marcas profundas na identidade brasileira.
Com uma linguagem envolvente e rigor histórico, esta é a primeira parte de uma trilogia que conta a verdadeira saga da madeira no Brasil: do pau-brasil ao eucalipto.
Uma leitura indispensável para quem busca compreender não apenas o passado das nossas florestas, mas a própria alma do país que, delas, nasceu.
Jornalista, escritor e historiador, Roberto R. Martins nasceu em Ipiaú-Ba, em 1945, mudando-se para Jequié aos sete anos, onde terminou a infância e passou a adolescência. Líder estudantil secundarista, chegou a vice-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundários – UBES, indo morar no Rio de Janeiro. Com o golpe militar, foi preso em Teresina-PI. Voltou ao Rio e viveu em outras grandes cidades brasileiras. Regressou para a Bahia em 1983, fixando-se em Eunápolis, onde seu pai foi pioneiro.
Em 1970, foi preso político em São Paulo, no Presídio Político pesquisou e embasou o livro Liberdade para os brasileiros – Anistia ontem e hoje, publicado em duas edições pela Editora Civilização Brasileira em 1978, alcançando as primeiras colocações entre os mais vendidos de não ficção por semanas.
Entre outras atividades, atuou no semanário Movimento, no qual foi repórter e redator; foi fundador do Comitê Brasileiro pela Anistia-CBA/RJ, tendo ampla participação neste movimento; também participou da fundação do Partido dos Trabalhadores-PT em 1980. Em 1982 foi candidato a deputado estadual pelo PT/RJ, sendo o sexto mais votado.
Pesquisou a legislação de repressão política para a OAB/RJ cujo resultado foi publicado pela instituição (1984) e, mais tarde, escreveu Segurança Nacional que saiu na coleção Tudo é História, da Brasiliense (1986). A seguir, passou a dedicar-se à ficção publicando vários romances, sem, contudo, abandonar a história, oferecendo-nos Porto Seguro: história de uma esquecida capitania, editado pela Assembleia Legislativa da Bahia em 1978.
Atualmente é colunista do site Brasil 247 e membro honorário da Academia de Letras de Porto Seguro.



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