A poesia sempre foi o território no qual a palavra se torna maior que si mesma. É nela que a linguagem ganha corpo, respira e nos devolve não apenas o que vemos, mas o que sentimos. Cada poema desta obra, em que o coração dita o ritmo e a alma se reconhece no eco da própria voz, é um convite a atravessar fronteiras íntimas, a caminhar por veredas de silêncio e música, de sonho e realidade.
A escrita aqui presente nasce de um olhar atento e de uma escuta profunda do mundo. Há versos que parecem sussurros, quase confidências; outros explodem como clarões de emoção, incendiando o espaço de leitura. São palavras que não se contentam em ser simples palavras: carregam, dentro de si, o peso da memória, a leveza do instante e a vastidão de um futuro ainda não vivido.
se o caminho insistir
no breu da noite
e frio de norte,
a graça está
em saber que o sol
existe e persiste
para qualquer sorte.
Hugo José Raposo Reia Martins nasceu a 11 de maio de 1977 em Portalegre e licenciou-se em Engenharia Mecânica.
Sempre gostou de Belas Artes, tendo feito mais de 200 quadros em acrílico, grafite, caneta de água e aguarela, assim como trabalhos em azulejo.
A nível de escrita, adora fazer rimas com significado.
Este é o seu primeiro livro.



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