Há palavras que se dizem. Outras escrevem-se. E há ainda aquelas que apenas existem nos espaços silenciosos da mente e do coração. Este livro nasce precisamente desses espaços.
Reflexo de uma vida pacata que procura ser espelho para quem se deixa tocar pela leitura, Palavras perdidas que a minha mente uma vez lembrou é um compilar de lembranças e fantasias de alguém que ocupa grande parte do tempo dentro da própria cabeça e que tenta navegar a sua existência em busca de compreender a humanidade (ou falta de) que a rodeia numa tentativa de viver pela primeira vez – o que, de certo modo, parece ser apenas um fragmento para um todo absurdamente assustador.
Caminho sem rumo num mundo
onde as sombras perseguem.
Alma presa na falsa liberdade que me rodeia.
Coração eêmero e voz silenciada
para aqueles que a verdade é cadeia.
Poetisa de alma carregada, Ana Margarida Borges é natural de Gondomar. Desde pequena, encontra refúgio na arte da escrita. Tendo dificuldades na comunicação e na relação com outrem, deixa a caneta falar por si, o que se tornou uma segunda realidade, um mundo em que existir brota fruto e permite enraizar aquilo que parece ser demasiado grande para uma existência tão pequena.
Com o sonho de que as suas palavras possam ser um sopro de quietude e recognição para os mais fervorosos corações, Palavras perdidas que a minha mente uma vez lembrou é a sua primeira tentativa de conexão humana em grande escala.



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